Operação Contenção mira ferros-velhos e rede de receptação do Comando Vermelho

Operação Contenção mira ferros-velhos e rede de receptação do Comando Vermelho A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta quarta-feira (6), mais uma fase da Op...

Operação Contenção mira ferros-velhos e rede de receptação do Comando Vermelho
Operação Contenção mira ferros-velhos e rede de receptação do Comando Vermelho (Foto: Reprodução)

Operação Contenção mira ferros-velhos e rede de receptação do Comando Vermelho A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta quarta-feira (6), mais uma fase da Operação Contenção, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e a estrutura de lavagem de dinheiro da facção. Desta vez, o objetivo é desarticular uma rede de receptação de materiais furtados, como cabos de cobre, a partir de ferros-velhos na região central do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, esse ciclo abastecia a compra de armas e ajudava na manutenção do domínio territorial da facção. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) saíram para cumprir 80 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 50 investigados. Além da capital, a ação ocorre em Niterói, Duque de Caxias, Magé e Italva. De acordo com a polícia, o grupo é baseado nas comunidades do Fallet-Fogueteiro, Prazeres e Morro da Coroa. Dos 50 identificados, 13 já tinham mandados de prisão pendentes e são considerados foragidos. Equipes que cumpriam mandados no complexo de favelas foram recebidas a tiros, e um dos agentes foi baleado na mão. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça DRF cumpre mandados na região central do Rio Divulgação/PCERJ A investigação começou após uma denúncia sobre um ferro-velho ligado ao tráfico de drogas. No avanço das apurações, a polícia identificou que esse e outros depósitos faziam parte de um sistema maior, integrado ao CV. Segundo os investigadores, o esquema do tráfico tinha chefia, gerência, segurança armada, operadores logísticos, núcleo financeiro e rede de receptação. A Polícia Civil aponta Paulo Cesar Batista de Castro, o Paulinho Fogueteiro, como chefe da organização criminosa. Outro alvo é Wesley Paes de Souza, ligado ao núcleo financeiro do esquema. A polícia afirma ainda que parte dos investigados usava redes sociais para exibir armas, drogas, bebidas e dinheiro.