‘Assassinaram meu filho pela 2ª vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado e Monique solta

‘Assassinaram meu filho pela segunda vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado Após o adiamento do júri do caso Henry Borel nesta segunda-feira (23),...

‘Assassinaram meu filho pela 2ª vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado e Monique solta
‘Assassinaram meu filho pela 2ª vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado e Monique solta (Foto: Reprodução)

‘Assassinaram meu filho pela segunda vez’, diz Leniel Borel após julgamento adiado Após o adiamento do júri do caso Henry Borel nesta segunda-feira (23), o pai do menino, Leniel Borel, criticou a postura da defesa de Jairinho ao abandonar o plenário logo após a abertura da sessão. Na mesma sessão, mãe do menino, Monique Medeiros obteve o relaxamento da prisão e aguardará em liberdade. Já Jairinho permanecerá preso. Emocionado, ele afirmou que “assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui” e disse que continuará lutando pela memória do filho: “Fazem novamente uma palhaçada, uma manobra protelatória. É um assassinato com o meu filho, comigo, com os advogados, com a justiça. O que eles buscam é isso”, disse o vereador, que completou: “Se tem alguém que vai lutar pelo Henry aqui, até que me matem, sou eu.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Leniel Borel após adiamento do júri da morte do filho Henrique Coelho/g1 Rio Leniel também acusou a defesa de causar transtornos ao processo: “Vocês estão vendo uma defesa que abandonou um júri; eles fazem terrorismo comigo e com a minha família. É um desrespeito. A gente não teve oportunidade de viver o nosso luto. A decisão que foi feita aqui hoje vai contra uma decisão do STF, uma decisão hoje que foi quase um castigo à defesa do Jairo. Existe um castigo maior que um pai perder um filho?” Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona plenário, e julgamento é adiado; Monique é solta O julgamento, que deveria começar nesta segunda, foi suspenso e remarcado para 25 de maio. Críticas à manobra A juíza Elizabeth Machado considerou a manobra “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”. Segundo Elizabeth, a conduta da defesa de Jairinho “feriu um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”. “Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça”, declarou. A juíza condenou a banca de Jairinho a ressarcir todos os custos do julgamento desta segunda, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os envolvidos. Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho.